View Full Version : T?mpera diversas


Andreotti
07-23-2002, 05:43 PM
Caros colegas.
Gostaria de propor este t?pico, para que aqueles, como eu, que n?o sabem efetuar t?mpera de a?o, possam aprender a faz?-lo.
Gostaria de saber como efetuar a t?mpera de uma faca, j? devidamente desbastada, de a?o de mola ( desculpem-me mas n?o sei o nome).
Tamb?m h? um problema, no meu caso a t?mpera h? que ser artesanal, pois disponho apenas de uma forja, e n?o tenho como medir a temperatura da l?mina, a n?o ser visualmente.
E mais uma coisa. N?o sendo visualmente, como ? que se faz para medir a temperatura em que est? o a?o? H? algum equipamento ou term?metro especial?
E ap?s a t?mpera, o que fazer? ? o procedimento chamado revenimento?

Atenciosamente.
Abra?os a todos.

Alessandro Andreotti

Ferrari
07-23-2002, 08:05 PM
Caro Andreotti, ? bom te ver por aqui.

Quanto ? t?mpera vamos aos passos para uma t?mpera simples. A mola ? de a?o 5160.

Antes de mais nada seria interessante vc fazer uma s?rie de 3 recozimentos para aliviar as tens?es. Aque?a a l?mina at? um vermelho bem escuro e resfrie no ar. Fa?a isto 3 vezes e na ?ltima vez procure resfriar bem lentamente, de prefer?ncia ao lado da forja, com cuidado para n?o empenar.

Se vc tem a forja aque?a lentamente o a l?mina at? atingir a cor vermelho cereja. Procure deixar a l?mina totalmente com esta cor. Tenha cuidado no manuseio para n?o entortar a l?mina. Verifique se a temperatura est? adequada com um im?. Se o im? estiver pegando, a temperatura n?o est? adequada. Quando o im? n?o pegar mais, esta ? a sua temperatura. Mergulhe no ?leo, que pode ser ?leo hidr?ulico, previamente aquecido (+ ou - 70? C) e espere a l?mina resfriar totalmente mergulhada. Teste a dureza passando uma lima no fio da l?mina, que n?o dever? desbastar o a?o.

Ap?s isto vamos para o revenimento. Lixe a l?mina que foi endurecida, retirando toda a carepa. Aque?a o forno de sua esposa (gentilmente cedido pela patroa!) no fogo m?dio. Deixe sua l?mina 1 hora dentro do forno. Ap?s isto retire a l?mina e deixe resfriar lentamente ao ar livre. Vc ver? que a l?mina estar? com uma cor amarelada. Volte novamente ao forno e deixe mais 1 hora e resfrie ao ar de novo.

Teste esta e depois que vc estiver bom, d? um toque e vamos tentar uma t?mpera seletiva.

Esta ? uma dica para uma t?mpera simples r?pida, que trar? bons resultados, por?m vale lembrar que as melhores t?mperas s?o realizadas em fornos especiais, com um controle r?gido de temperatura.

R.Vilar
07-23-2002, 09:42 PM
Ol? Alessandro.

O a?o que se refere ? 5160, e a tempera n?o ? muito complicada,
aque?a-o uniformemente na forja, de preferencia so a lamina n?o a espiga do cabo, mantenha um im? proximo da forja e va testando, quando o a?o deixar de ser magnetico mergulhe-o de ponta no oleo e movimente-o p/ frente e p/ tras, como estivesse cortando e n?o furando, n?o sei se estou sendo claro!?
Use oleo hidraulico.
Deixe-a no oleo por 1 minuto + ou- .
Limpe a carepa deixada pelo oleo com uma lixa fina, e coloque-a no forno de cozinha ( isto mesmo eu n?o estou louco) por duas horas a 180 graus (isto ? o revenimento), a lamina dever? ficar com uma colora??o palha.
Espero ter ajudado.
Boa sorte .

cabete
07-24-2002, 12:20 AM
Na forja ? carv?o quais os cuidados para n?o empenar a l?mina?
Os peda?os de carv?o devem ser uniformes?
A l?mina deve ser colocada de p? ou deitada? Ou ? indiferente?
E se empenar? S? aquecendo novamente para desempenar ou existe outra forma?
Estou com um monte de mola de Kombi esperando as dicas!

Jeff Velasco
07-24-2002, 04:58 PM
Peda?os de carv?o uniformes e relativamente pequenos ajudam a manter uma boa temperatura uniformemente. Podem ser mais ou menos de 3 cm de di?metro. A L?mina pode estar deitada sobre o costado na forja a carv?o, assim quando a parte mais grossa do costado estiver na temperatura certa, provavelmente o fio tamb?m estar?, pois ? mais fino. Para o revenimento ? muito melhor usar um daqueles fornos el?tricos (el?trico, n?o microondas! hehehe) onde se pode regular a temperatura com mais facilidade. A dica do im? funciona muito bem, mas deixe o ?leo perto da forja para que voc? n?o perca tempo levando a pe?a at? ele, e cuidado com vento e correntes de ar que possam esfriar a faca neste trajeto da forja para o ?leo.

Ferrari
07-24-2002, 06:59 PM
Caro cabete,

O empenamento da l?mina se d? na maioria das vezes em duas situa??es, em seu manuseio e na hora do choque t?rmico.

Primeiro como disse o Jefferson, vc deve ter cuidado quando colocar a l?mina na forja, de prefer?ncia com o dorso para baixo. Movimente a l?mina cuidadosamente para que ela atinja a mesma temperatura. Quando vc retirar a l?mina do fogo, tenha cuidado em seu manuseio para n?o entorta-la e coloque ela de p? com a ponta para baixo para mergulha-la no ?leo, como disse o Vilar. Outro cuidado ? vc n?o deixar a l?mina quente bater nas laterais ou na boca do recepiente do ?leo.

Com esses cuidados vc praticamente n?o ter? problemas com empenamentos.


E caro Andreotti, vc viu que o Vilar falou quase a mesma coisa que eu. Ent?o fogo na fundanga e teste a tempera!

Ricardo Lala
07-24-2002, 10:12 PM
ol? gente, mas se a lamina empenar, n?o precisa jogar fora, durante o processo de austenitiza??o do a?o, ou seja, ap?s o choque termico e antes de esfriar totalmente (entre 400 e 300 graus +-) pode ser endireitada sem problemas, com um martelo de madeira, e pancadas no lugar certo, tudo se resolve. ;)

Jos? Marcio Cam
07-24-2002, 10:12 PM
Tenho usado ?leo para engrenagem na t?mpera das minhas l?minas e estou vendo que voc?s est?o indicando ?leo hidr?ulico, tem muita diferen?a?

Jos? Marcio CAMACHO
Rio de Janeiro - Brasil

R.Vilar
07-24-2002, 10:14 PM
? que nos temos treinado p/ contar as mesmas mentiras!!:D :D :D

Brincadeirinha!:p
O Ferrari foi foi muito mais detalista que eu, e est? perfeitamente certo! Qualquer d?vida ? s? dar um berro, estamos aqui p/ ajudar.

Jos? Marcio Cam
07-24-2002, 10:19 PM
Ricardo Lala,

J? conseguiu a c?pia da fita " The iron miss ...". Passei um e-mail para voc? mas tive problemas com o ig, voc? recebeu?
Aproveitando que o assunto ? t?mpera, algu?m poderia resumir as temperaturas e o revenimento para os seguintes a?os no forno el?trico: 440, ATS-34 e D-6.
Jos? Marcio CAMACHO
Rio de Janeiro - Brasil

Ricardo Lala
07-24-2002, 10:21 PM
Caro Camacho, um ?leo ideal para tempera deve ser fino, ter um alto ponto de fulgor, ou seja, n?o pode pegar fogo f?cil, por raz?es ?bvias, e n?o produzir muita fuma?a, eu uso um a base de parafina, vendido pela Texaco, quando eu comprei eles envasavam em tambores de 20 litros, mas hoje s? se encontra de 200, por?m voce pode usar ?leo de tranformador, que suporta razo?veis temperaturas, ou qualquer fluido de m?dia vicosidade, como o hidraulico, que j? foi citado, o importante ? ter uma quantidade suficiente para n?o superaquecer e pegar fogo no balde... :)

Jos? Marcio Cam
07-24-2002, 10:32 PM
Ricardo Lala,

Meu compadre trabalha na texaco (RJ) e j? tinha me dito que o ?leo ideal s? vendiam 200 litros, mas era preciso saber qual o nome correto, voc? sabe qual ? a expecifica??o? Esse ?leo de transformador tem um nome t?cnico? ? que para eu conseguir como meu compadre ? necess?rio o nome t?cnico.
Jos? Marcio CAMACHO
Rio de Janeiro - Brasil

Ricardo Lala
07-24-2002, 10:51 PM
Sendo assim, l? vai "Iloquench 32", ? o nome comercial, mas deve ser ?til, v. recebeu minha mensagem privada?

gilson christov
07-26-2002, 12:15 AM
caros colegas
boa noite
gostaria de saber se alguem teria um projeto de forja a carv?o para me ceder

ficaria muito agradecido
Gilson
:confused:

gilson christov
07-26-2002, 12:19 AM
colegas

ai vai algumas duvidas

a micarta importada e o celerom tem as mesmas caracteristicas?

como fa?o o polimento da micarta?

obrigado
Gilson
:confused:

Jos? Marcio Cam
07-26-2002, 08:57 AM
Ricardo Lala,
N?o recebi sua mensagem se puder reenvia-la.

Andreotti
07-26-2002, 05:06 PM
Pessoal, obrigado pelas dicas, e irei tentar j? nesta semana.

Valeu.

Abra?os a todos.

Alessandro Andreotti

Ricardo Lala
07-26-2002, 10:06 PM
Caro Gilson, esque?a este neg?cio de forja a carv?o, use o g?s, t? caro, mas ainda vale ? pena, ? bem mais limpo, pr?tico, e n?o tem que ficar colocando toda hora mais um pouquinho, fala com o Vilar e ele te manda os projetos, quanto as micartas, o principal ? a est?tica, a maioria tem uma composi??o b?sica parecida, o polimento ? com lixa d?gua, at? ficar bem liso, depois politriz com massa pesada, e se quiser, finalise com massa de brilho.
Camacho, cheque suas "privates messages", na p?gina inicial do forum, no rodap

ikoma
07-27-2002, 01:39 PM
? isso ai Gilson, esquece esse neg?cio de carv?o, faz uma forja a g?s que n?o ? t?o dif?cil assim e usas o carv?o pra fazer um churrasco (n?o esquece de nos convidar), se voc? for comprar micarta importada tenta comprar tamb?m G-10, ? mais f?cil de lixar, al?m do mais se voc? tiver como jatear com micro esfera de vidro, ela fica todo furadinho (texturizado) o que al? de ser mais f?cil de fazer melhora a "pega"
Algu?m pediu as temperaturas de t?mpera do 440-C, Ats34 1 D-6? aqui vai:

440-C:
temperatura de t?mpera: 1040 graus
temperatura de revenimento: 204 a 260 graus, recomendo duplo revenimento de duas horas cada.
caso voc? tenha condi??o fa?a um criog?nico antes do revenimento.

ATS-34 :
temperatura de tempera: de 1040 a 1080 graus
temperatura de revenimento: voc? pode fazer um revenimento de baixa temperatura a 205 graus ou ent?o um revenimento de alta temperatura a 510 graus,o segundo ? mais comum,tamb?m ? recomendado o duplo revenimento de duas horas cada.

D-6:

temperatura de t?mpera: de 950 a 970 graus
temperatura de revenimento: de 200 a 400 graus tamb?m ? recomendado o duplo revenimento de duas horas.

Caso voc? n?o tenha condi??es de fazer um tratamento criog?nico, o ATS-34 ? melhor que o 440-C

Jos? Marcio Cam
07-31-2002, 09:57 PM
Ikoma,
Valeu fui eu quem pediu essa tabela. Obrigado.

Jos? Marcio Cam
07-31-2002, 10:01 PM
Ricardo Lalalalal?l?,
Desculpe a brincadeira, mas n?o resisti. S? agora ? que eu consegui descobrir as mensagens privadas, ? o problema de BIOS (Bichinho Iguinorante Operando o Sistema).

Jose Marcio CAMACHO
Rio de Janeiro - Brasil

callega
08-02-2002, 07:38 AM
Um pequeno alerta....
Cuidado com os ?leos para transformador mais antigos, muitos deles contem PCB que ? altamente cancerigeno...
Falando em "cancro", nao ? demais falar que as poeiras oriundas dos lixamentos sao perigosas...
Tenho alguns exemplos na familia... A mae do Ivo Tramontina, Elisa Tramontina (fundadora da tramontina), morreu de cancer no pulmao, provavelmente oriundo do p? do polimento dos cabos de chifre.
Toda particula solida aspirada, tende a se depositar no pulmao. Como o pulmao ? uma esponja que trabalha epsnadindo e comprimindo, a particula acaba ferindo as paredes internas.. O ferimento ? repetido em toda inspiracao.. Com isto, costuma se desenvolver o famigerado cancer...

Saudacoes do povo mais macho do Brasil...

:rolleyes:

Jean H Calleagri
Bento Goncalves RS

Andreotti
08-15-2002, 11:38 PM
ol?, pessoal.
queria postar mais uma d?vida, quanto ? t?mpera. Uma n?o, algumas.
Quando se efetua a t?mpera da faca, esta j? deve estar com o desbaste totalmente finalizado, para depois somente ser polida, ou o desbaste feito no a?o, na ?rea do fio, deve ser quase completo, e terminado depois?

antecipadamente agradecendo.
Alessandro Andreotti

luisfbm
08-16-2002, 10:57 AM
Ol?,

Algu?m saberia informar as temperaturas de tempera e revenimento do BG-42. Obrigado

ikoma
08-27-2002, 07:13 PM
Oi

Delpsi, geralmente eu deixo um acabamento m?dio (lixa 220 ou 120) antes de temperar a l?mina,pois geralmente ela causa um pouco de deforma??o, al?m do mais caso voc? n?o retire toda a superficie descarbonetada (queimada) durante a t?mpera, pode deixar a l?mina sensivel a corros?o nessas ?reas.
Voc? tem que tomar muito cuidado para n?o queimar a l?mina durante o polimento ap?s a tempera, por isso se possivel fa?a o polimento com o auxilio de ?gua e com rota??o baixa, pois al?m de n?o aquecer muito a lixa rende mais.

Luis o BG 42 ? um dos a?os mais chatos de se temperar, algumas pessoas temperam ele de maneira diferente ao recomendado pelo fabricante e garantem que conseguem bons resultados, m?s eu n?o garanto, de qualquer modo t? aqui a tabela de t?mpera:

Temperatura de tempera:
de 1066 a 1121 graus, sendo que a 1121 voc? atinge maior dureza, o problema que o recomendado ? deixar o a?o nessa temperatura por pelo menos 30 minutos e caso voc? n?o tenha uma prote??o atmosf?rica a superficie da l?mina pode ser muito danificada, eu uso um material chamado pr? carbon que eu compro em Joinville, ? muito bom e n?o ? caro.
O resfriamento pode ser em ?leo ou ar soprado.
Como o BG ? um a?o r?pido (tem como caracteristica suportar altas temperatura geralmente pr?ximas de 500 graus, al?m do mais o revenimento aumenta a dureza do a?o ao inv?s de diminuir) a temperatura de revenimento ? bem alta indo de 510 a 566 graus sendo que revenimentos abaixo de 510 n?o ? recomendado.
O duplo revenimento ? recomendado e cada revenimento deve ter um periodo de 2 horas aproximadamente.
Caso voc? tenha condi??es de fazer um tratamento criog?nico, ? aconselhavel se fazer um pr? revinimento de uma hora a 150 graus logo ap?s a tempera e dai ent?o fazer o criog?nico e depois o duplo revenimento, ali?s entre os revenimentos as l?minas devem ser resfriadas naturalmente at? a temperatura ambiente.
A dureza final vai variar de 61 a 64 Rockwell C, devido a sua alta dureza de trabalho o BG ? mais recomendado para facas pequenas e canivetes.

Al?m da dificuldade de tempera o BG ? tamb?m um a?o bastante caro.

luisfbm
08-27-2002, 09:06 PM
Obrigado Ikoma,

Mas o bicho ? chato mesmo

Pelo visto eu acho que vou ficar com o ATS-34

Valeu

Andreotti
09-02-2002, 12:14 AM
Caro Ikoma, Obrigado pela dica.

Pessoal, acho que o nosso f?rum, est? meio carente de entrosamento. Est? faltando um pouco de entrosamento.

Abra?os a todos.

alessandro andreoti

luisfbm
09-10-2002, 08:23 AM
Ol?,

Venho novemente recorrer aos colegas do f?rum, algu?m saberia informar as temperaturas de tempera e revenimento do CPM S30V Obrigado

ikoma
09-10-2002, 09:30 AM
Oi Luis

O S-30V ? um a?o muito vers?til, voc? pode fazer desde canivetes at? facas utilit?rias de porte grande, na ?ltima Blade o cuteleiro Rob Simonich testa uma de suas facas de 7 polegadas feitas neste a?o e o resultado ? realmente incrivel.
Abaixo est?o os valores de tempera para o S-30V:

temperatura de Tempera: 1035 a 1095 manter a temperatura por 15 a 30 minutos
Resfriamento: Ar soprado ou tempera interrompida no ?leo (mergulhe no ?leo e retire antes que a l?mina resfrie totalmente, mais ou menos 540 graus)
Revenimento: duplo revenimento de 200 a 400 graus por mais ou menos 2 horas.
Criog?nico: caso voc? tenha condi??es, fa?a um tratamento criog?nico entre os revenimentos.
Dureza: de 58 a 61 HRC
Esse a?o ? um pouco dificil de dar acabamento (se voc? quer uma segunda opin?o pergunte ao Ivan ou ao Lala), m?s ? tamb?m bastante est?vel, se voc? temper?-lo corretamente, os resultados s?o muito bons, nos testes de dureza que fizemos a varia??o entre uma l?mina e outra era muito pequena, sen?o inexistente.

luisfbm
09-10-2002, 02:04 PM
Valeu Ikoma,

Eu vi a reportagem, estou com vontade de experimentar esse a?o, ele realmente parece ser muito bom, obrigado, um abra?o.

Lepazini
09-11-2002, 08:05 AM
Amigo Ikoma:
Estive procurando materias e informa??es sobre a forma??o dos Cristais , se vc souber algo sobre as temperaturas que ocorrer corretamente gostaria delas, pois sei algumas m?s estou em duvida quanto estas:
Vanadium e Tungstenio.
pois a do cromo, ferro, e carbono s?o bastante simples, de se encontrar.
*Apenas para ionforma??o geral os dois elementos s?o encontrados nos novos a?os da linha CPM , alem do BG42, e em alguns a?os carbono, s?o altamente toxicos , e se inalados podem ser letais, ao usinalos deve tomar todas as precau??es possiveis de seguran?a, principalmente com as mascaras de prote??o.

Grato

Leandro Pazini

ikoma
09-12-2002, 01:25 PM
Oi

Leandro, eu n?o entendi muito bem o que voc? quiz dizer com "forma??o de cristais", voc? estaria se referindo aos carbonetos?
Obrigado pela dica sobre a toxicidade (? toxicidade sim, eu chequei no dicion?rio) de alguns elementos de liga do a?o, eu geralmente fa?o a usinagem das l?minas com aux?lio de ?gua, o que diminui bastante a emiss?o de p? e gases, al?m ? claro de usar respiradores.
Abra

Lepazini
09-12-2002, 02:36 PM
Amigo Ikoma:
ao que pude enteder seria teores de materiais que quando encontrados nos a?os estes "Cristais ou Carbonetos"se tornam a principal liga, exemplo:
D2 : possui 12 %cromo , e pode ter at? 1.30 Ca , alem dos demais compostos, mesmo assim o cromo sofre grande perda quando aquecido sedendo espa?o para esta imensa quantidade de Ca, o resultado final ap?s feita a tempera consta que a realidade de cromo ativo na massa ? de 3.5 % , me soou muito estranho isto ,a mesma analise em rela??o ao 440C 0.90 ca , e 17% cromo, resulta ap?s tempera em reais 7% de cromo, em testes da revista se caracteriza menor redimento quando se tem altos teores de Vanadium e tungstenio, devido a isto procurei informa??es sobre a temperatura que os elementos entram em processo de forma??o de cristais, sei que a ordem ? basicamente regida pela temperatura:
o primeiro a come?ar a sofrer as altera??es e perder eficiencia ? o ferro seguido pelo cromo, carbono, vanadium, tungstenio, ao meu ver isto ? muito importante para se saber as perdas e ganhos que cada a?o tem, vi alguma coisa na Blade , m?s a materia era muito resumida , n?o constava a temperatura, se vc tiver algo sobre isto ou conhe?a alguma coisa relacionada a estas fus?es que ocorrem entre os materiais gostaria de saber pois n?o encontro nada em bibliotecas ou mesmo na net.
Lhe passarei o numero da blade , se n?o me engano a materia ? do Howard Clark, h? antes que eu esque?a vc sabe oque ? Matrix?
Pois n?o sei o significado disto .
Abra?os
Leandro :confused:

ikoma
10-12-2002, 07:29 PM
Oi

Pazzini, eu desconhe?o essa teoria da forma??o de cristais, o que sei ? que os elemetos de liga usados p/ forma??o de carbonetos atingem alta dureza, e alta resist?ncia ao desgaste, por isso ? possivel se obter um a?o de alta resist?ncia ao desgaste sem necess?riamente ter que ser mais duro, o que diminuiria a resist?ncia da l?mina, um bom exemplo ? o S-60V que com uma dureza pr?xima de 56 hrc tem sua melhor rela??o resist?ncia ao desgaste/resist?ncia a impacto, fazendo com que o a?o tenha alta resist?ncia ao desgate sem necessariamente ter uma dureza que comprometa sua resist?ncia ao impacto, quanto ao cromo, o que sei ? que a quantidade m?nima necess?ria para um a?o ser considerado inoxid?vel ? de 12% livre na estrutura na sua estrutura, isso quer dizer que caso durante a t?mpera parte do cromo seja convertido em carbonetos voc? vai precisar de uma quantidade extra de cromo para garantir a resist?ncia a corros?o do a?o depois de temperado, como voc? disse o D-2 tem uma quantidade de cromo de cerca de 12%, te?ricamente ele poderia ser considerado inoxid?vel, m?s devido ao fato que durante a tempera parte do cromo se transforma em carbonetos 12% n?o ? suficiente, o 440C por exemplo tem 16 a 18% de cromo na sua liga, pois por n?o possuir nenhum outro elemento formador de carbonetos em quantidade suficiente na sua liga precisa de uma quantidade extra de cromo para garantir a resist?ncia a corros?o, pois parte do cromo de sua liga ser? utilizado para a forma??o de carbonetos durante a t?mpera, j? o S-30V por exemplo precisa de apenas 14% de cromo para ter uma resist?ncia a corros?o similar ao 440C, pois devido ao alto teor de Van?dio e Molibid?nio (4% e 2% respectivamente) ele n?o utiliza muito do seu cromo na forma??o de carbonetos, e de quebra os carbonetos de Van?dio e Molibid?nio s?o muito mais duros que os de cromo, 66 a 68 HRC para o cromo contra 72 a 77 HRC p/ o molibid?nio e 82 a 84 HRC p/ o van?dio.
Quanto a palavra "Matrix" significa "matriz", a menos que voc? esteja falando do filme "The Matrix" ai nesse caso se trata de um programa que simula realidade, por sinal ? um film?o eu recomendo, para uma melhor tradu??o seria bom ver em que frase a palavra "Matrix" foi usada. V? se arranja o n?mero da Blade que voc? viu a mat?ria, eu tenho um monte delas ? bem prov?vel que eu tenha mat?ria e n?o saiba, lendo ela seria muito mais f?cil de entender a situa??o.

Lepazini
10-13-2002, 12:52 PM
Amigo Ikoma, vc resolveu um s?rio problema que eu tinha, achava que estava pensando asneira , pois quando li a Blade, surgiu esta explica??o sobre a forma??o de carbonetos de materiais mais duros que o cromo, fato que se quer eu tinha visto, pois pela logica quando vc tem em uma composi??o materiais de dureza maior fica claro que estes se tornam os principais ativos na forma??o de carbonetos, oque eu n?o conseguia entender, ? o fato de vc conseguir chegar a temperatura de os tornar ativos sem danificar os outros elementos que tem seus pontos criticos em temperaturas menores, fiquei pensando como ? que a estrutura do a?o cria uma prote??o para o Ca, Fe , eo propio cromo numa extrutura composta de Si, Va, e Mo pois como vc mensionou estes tem as forma??es de carbonetos em temperaturas um pouco mais alta, eles assumem o principal papel nesta forma??o , assim como o Ca no D2, eo Cr no 420 , cara isto ? muito 10 , pena que na minha regi?o nao tenho acesso a metalurgia pois ? uma coisa que me fascina, tenho apenas oque sai na Blade e na Knives, ha um pequeno resumo que o amigo Rodrigo me deu j? ajudou muito a descobrir coisas muito importantes sobre o assunto, quanto aos cristais n?o passa de uma mens?o sobre os carbonetos pois em varios livros vem este termo"cristais de carboneto"


Grato

Leandro Pazini :D

cabete
10-14-2002, 01:52 PM
Pelo visto prestei aten??o ?s dicas de todos e fiz direitinho a li??o de casa.
Ontem temperei na forja ? carv?o ( a ?nica que tenho no momento ) tr?s l?minas em 5160 de Kombi. Ap?s o revenimento duas ficaram com 54 RC e uma com 56 RC talvez porque iniciei o resfriamento em ?leo e terminei em ?gua nesta l?mina.
Podem estar certos que n?o est?o falando sozinhos, tem gente ouvindo e praticando!
Obrigado a todos.

Ferrari
10-14-2002, 09:12 PM
Caro Cabete, muito bom, pelo visto vc est? pegando o jeito. 54 ? uma boa dureza, mas 56 para este a?o ? ainda melhor.

Qual o ?leo que vc usou? Eu s? resfrio no ?leo e consigo boas durezas. N?o vejo a necessidade de acabar de resfriar a l?mina na ?gua. Preste muita aten??o na cor quando vc tirar da forja e guarde na mem?ria, pois dependendo do local onde vc est? e das condi??es de luminosidade, esta cor pode alterar.

A forma??o da carepa tamb?m ? outro sinal de boa t?mpera. Ela tem que se soltar sozinha, apenas passando os dedos.

Teste com a lima, antes de revenir e depois do revenimento. Lembre-se de revenir 2 vezes, uma hora cada vez.

Quando vc for revenir de novo, teste outras temperaturas, pois assim vc ver? qual dureza vc poder? colocar em sua l?mina.

cabete
10-14-2002, 09:48 PM
Caro Ferrari,
Usei oleo hidr?ulico se n?o me engano Shell, peguei na fabrica, vem em tambor de 200 litros. N?o ? destes vermelhos, tem a cor de ?leo normal meio amarronzada ( caramelo ).
Eu dei uma grande bobeada n?o medindo a dureza antes do revenimento mas quando a gente depende de testes feitos por favor de oficinas de conhecidos fica complicado. Gostei da brincadeira. V? que mesmo com uma simples forja ? carv?o d? para se fazer um bom trabalho desde que se siga os conselhos e dicas dos "mais velhos".
O local onde est? minha forja ? no jardim de casa e muito claro sem cobertura da? ter sido muito importante a dica de usar o tubo furado para colocar a l?mina dentro dada pelo Gen?sio pois dentro do tubo dava para ver a c?r mas quando tirava fora parecia que se apagava devido a alta luminosidade.
Pode ser que tenha exagerado no revenimento pois deixei no forno com chama alta e na realidade as l?minas ficaram bem azuladas em algumas ?reas como azul de oxida??o de arma.

Ferrari
10-15-2002, 09:40 PM
Cabete, sua l?mina foi revenida a 300? se ela ficou azulada. Baixe a temperatura ( forno m?dio baixo) e vc conseguir? uma dureza entre 57 - 59 RC. E ? este ?leo mesmo.

cabete
10-15-2002, 10:30 PM
O comportamento do 5160 Gerdau de outras medidas ? igual ao de Kombi na t?mpera/revenimento? A pergunta ? meio "bobinha" mas o seguro morreu de velho e pretendo fazer uns trabalhos mais elaborados.

Ferrari
10-16-2002, 08:37 AM
Cabete, o a?o ? o mesmo, com a mesma composi??o, mas o seu comportamento depende muitas vezes do tamanho da l?mina e sua espessura. Como o 5160 ? um a?o muito fabricado e muito usado, talvez possam haver pequenas diferen?as em sua composi??o, mas acho q isto n?o afeta muito o trabalho de t?mpera. Pelo menos a gente sabe qual a?o ?. Um exemplo dste caso s?o as hastes de amortecedor que o Pazini falou. Elas mudam conforme o fabricante, ent?o algumas pegam uma t?mpera excelente, enquanto outras n?o temperam de jeito nenhum.

Andreotti
11-10-2002, 05:43 PM
Caros Colegas.
Acho que como todos aqui, comecei a fazer minhas facas.
Normalizei os a?os, sendo um peda?o de mola de fusca e um de mola de Kombi.
desbastei, lixei e fui ? t?mpera.
Utilizei-me da t?cnica aqui aprendida, medindo a temperatura do a?o com um im?.
Mas a?, aconteceu um estranho fen?meno.
coloquei o a?o, j? na temperatura n?o magn?tica no ?leo, mas ocorreu o seguinte, a carepa impregnou-se de tal maneira no ?leo, que n?o foi poss?vel retir?-la com uma lixa mais fina.
Tive que efetuar um novo desbaste para limpar a l?mina.
Ficou parecendo um a?o-damasco, e at? que com uma correta t?cnica de polimento ficaria muito bonito.
O ?leo estava dentro de um balde que anteriormente continha cloro para piscina. N?o foi lavado.
E ainda, coloquei um peda?o de tijolo dentro do balde, temendo que o a?o o derretesse.
Ser? que h? alguma rela??o?
algu?m poderia me explicar o que aconteceu?
Obrigado a todos aqueles, que ajudaram, dando suas opini?es e ensinamentos, vez que, principalmente aqui onde moro, fica dif?cil a pesquisa e compra de material. N?o tem nem banca de jornal.rs.
Valeu.
Alessandro Andreotti

cabete
11-10-2002, 07:42 PM
Caro Alessandro, n?o sei se ter? alguma rela??o mas qual o ?leo que usou?

Andreotti
11-10-2002, 09:38 PM
Caro Cabete, o ?leo usado para a t?mpera foi um ?leo hidr?ulico.
Abra?os.

Alessandro Andreotti

ikoma
11-10-2002, 09:44 PM
Oi
Alessandro, provavelmente o fen?meno que aconteceu com suas l?minas, foi descarboneta??o, seria preciso mais informa??o pra ter certeza, m?s tudo leva a cr?r que foi isso mesmo o que aconteceu, a descarboneta??o acontece devido ao oxig?nio que em altas temperaturas queima a superf?cie do a?o, criando a "carepa", e em alguns casos mais extremos a descarboneta??o danifica bastante a superf?cie do a?o deixando-a porosa e irregular, isso talvez tenha causado a apar?ncia de a?o damasco nas l?minas, m?s n?o se iluda a descarboneta??o ? prejudicial a l?mina e caso ocorra deve ser totalmente removida, pois na regi?o afetada devido a queima, a estrutura do a?o n?o ? mais a mesma.
a temperatura e o tempo de encharque (tempo que a pe?a permanece na temperatura de t?mpera, "soaking time" em ingl?s) influenciam na descarboneta??o, quanto maior a temperatura e/ou maior o tempo de encharque maior a descarboneta??o, a utiliza??o de um forno com um bom pir?metro para medir a temperatura ajuda, m?s como voc? usou um im? para medir a temperatura acho que voc? ainda n?o tem um, certo? O im? ajuda bastante, m?s lembre-se que ele mede a temperatura m?mina e n?o a m?xima, eu explico, vamos supor que a 1000 graus (estou apenas chutando a temperatura) o a?o n?o seja mais atraido pelo im?, a 1200 graus ele tamb?m n?o vai ser atraido, portanto o im? serve apenas para dizer que o a?o esta a mais de 1000 graus, e caso voc? tenha passado da temperatura ele n?o vai adiantar muito, o jeito ? testar v?rias vezes a temperatura para saber o momento exato que o a?o deixa de ser atraido pelo im?.
Quanto ao ?leo talvez ele tenha at? influenciado, m?s acho improv?vel que tenha causado tanto dano na superf?cie do a?o a ponto de deixar ele parecido com um a?o damasco, pois o tempo que o a?o fica em contato com o ?leo ? muito curto.

callega
11-11-2002, 04:45 AM
Ser? que o delpsi nao passou em muito a temperatura critica??
Qdo iniciei a nobre arte, tbem cai neste erro. A? o grao aumenta e fica um lindo desenho parecido com bolhas na faca.. Dificil de tirar, mais duro que o aco temperado.. Nao guardo nomes de "ites" e "itas" da vida. Mas segundo me recordo, o aquecimento muito acima da temperatura critica causo o aparecimento de uma 'ita' da vida mais dura e mais quebradica.
Alias, parece que alguns ferreros da antiguidade faziam isto de proposito, antes do forjamento. Apos reduziam a espessura da lamina forjando a temperaturas baixas, isto quebrava os cristais grossos, mantendo a dureza.
Sei la se isso nao foi uma aluciancao braba, mas acho que li algo em algum lugar...:smokin

cabete
11-11-2002, 06:55 AM
Quando liguei minha forja pela primeira vez ( ? carv?o ) e n?o usava o cano furado para colocar a l?mina dentro fui aquecer umas molas de Kombi para recozer e algumas ficaram bem estranhas, era um damasco em camadas de a?o 5160 e camadas de ar! Detonou! Fez buracos e algumas at? se partiram em duas !
Ocorre que na forja ? carv?o a distribui??o de calor n?o ? homog?nea, fica bem mais quente no centro dependendo do sistema de distribui??o do ar da ventoinha.
Quando o Gen?sio me deu a dica do tubo furado e passei a us?-lo tudo se acertou pois ele funciona quase como um forno. Homogeiniza a temperatura em seu interior.
Como tenho uns pir?metros em casa vou at? fazer uma experi?ncia de colocar um termopar dentro do tubo devidamente encamisado e medir a temperatura em v?rias posi??es assim talvez possa ter um bom indicador da temperatura dentro do tubo e melhorar o controle sobre a forja.

rsfjr
11-15-2002, 09:44 PM
Caro Amigo Cabete,
Gostaria de saber onde posso encontrar esses term?metros que ag?entam altas temperaturas.

callega
11-17-2002, 11:14 AM
Bixo, nao sei o que tu vais fazer com um termometro, espero que nao seja pra forjar. Numa forja a carvao, a temperatura varia de acordo com a distancia da origem do vento. Tu podes notar que a cor do fogo ? mais branca na base e vaise tronando avermelhado conforme afste para a parte superior. Isto se tu usar ar entrando por baixo.
? mais viavel supor a temperatura pela cor do aco.
Todos casos, para estas temperaturas altas, normalmente sao utilizados pirometros ?ticos, caros pra caramba. existem alguns infra vermelhos no mercado que atingem temperaturas altas.
Tbem podes us\ar um termopar atipo K (alumel Kolumel) e um termometro digital. Facil de encontrar.;
Da uma olhada nesyte link http://www.westyorkssteel.com/Heat_Treatment/htchart.htm
? sobre cores e temeperatura do a?o
:smokin

rsfjr
11-17-2002, 03:29 PM
Caro Amigo Callega,
Agrade?o ? tu pelo endere?o que me enviaste, embora eu j? soubesse sobre as cores relativas ?s temperaturas, o site ? muit?ssimo interessante.
Quanto ao term?metro, eu estava mais interessado em medir temperaturas de 0 ?C ? 350 ?C, pois na hora do revenimento ? dif?cil especificar a temperatura do tanque de areia, e toda vez, tenho que ficar "testando" a temperatura com um peda?o de a?o polido, pela cor que este adquire.
Mais uma vez, eu agrade?o.

callega
11-17-2002, 03:52 PM
B?o, a? ? mais f?cir.
Eu tenho um otimo termometro infravermelho, mas eles tem uma incerteza de medicao meia grande. E sem contato, percebendo a radiacao do material, como nas camaras de visao termica.
Existem os de contato, pra colocar em cima de uma chapa. Nao acho bom, ? fraco e impreciso.
Os de imersao, com po?o protetor sao o s melhores. Fortes e precisos. desde que bem cobnstruidos.
Estes caras da Novus tem equipamentos muito bons (claro n?, sao gauchos) e baratos.
http://www.novus.com.br/
Estes tbem sao bons.
http://www.fullgauge.com.br/
Eles mesmos podem te informar representantes.
Eu, usaria um indicador digital e um termo-par ferro-constantam (tipo J). Um po?o de a?o inox. Assim tu podes retirar o tero par e uasr em ourto canto.
Pq nao compras um controlador de temperatura? Ai,, tu ganhas o termometro.
Outra coisa importante. Sei que nao entendo muito da coisa, mas acredito que para que as tensoes sejam liberadas, deve-se manter o aco por um tempo prolongado na temperatura deasejada. Isso, so com controlador..
Os manuais de a?o costumam recomendar de uma hora at? 6 horas na temperatura, dependendo do a?o.
O revenimento feito na chama, no meu entender, so diminui adureza da parete mais externa do a?o.
Mais uma coisa, esta tua areia deve estar com um diferencial grande de temperatura. Me?a a temperatutra na camada superior e depois na parte inferior. Nao me espantaria se a difereca fosse maior que 10 graus.

:smokin

rsfjr
11-17-2002, 04:49 PM
Amigo Callega,
Agrade?o mais uma vez, gostei muito dos produtos da NOVUS, principalmente o Term?metro Port?til "NOVUS 51".

R.Vilar
11-17-2002, 05:16 PM
E ai Gaucho Macho ! Blz?
A tempo n?o nos falamos.

Arakawa
O aprimoramento t?cnico ? sempre bom, mas n?o sei se ? preciso gastar muito dinheiro com term?metros e controladores , pelo menos agora no in?cio. Se vc coloca sua faca na areia e precisa ficar medindo a temperatura com um a?o polido, a dica que te dou ? p/ dar uma lixadinha na faca, apenas p/ tirar a carepa do ?leo, e ir verificando a cor na propria pe?a, pois o corpo de prova ? de gometria e massa diferente da faca.
Vc j? tentou fazer revenimento em forno de cozinha? Parece estranho mas ? simples e funciona.

callega
11-17-2002, 05:42 PM
E ai sr PAULISTA...
Tudo 3kg.. Vamos vivendo. Fazendo facas e ?pescando bagres.. Fui pra prai e afofei neste feriadao. Peguei um monte de bagres com mais de 3kg (estoria de pescador, 2kg cola?). Tbem peguei muitas corvinas de 4kg.. Afofei..
Tenho teus pedacos de guajuvira, pro arco.. La na regiao de Bento, trabalhamos com arcos tbem, arco can, arco zio, arca mastela.. Vou mandar a guajuvira do Camacho tbem..
Tu nao vais acreditar, minha forja a ags esta sendo fabricada...
Tbem devo confessar que a qualidade das minhas facas aumentou muito apos passar algumas horas com vcs.
qto ao forno, tbem tenho utilizado um forno eletrico da minha mae.. Funciona legal. O termostato ? mais doido que eu, mas inicando por uma temepratura menor, verifico a cor da faca (limpa, senao minha mae me mata), at? chegar aonde quero.. E olha que termometro e controlador de temperatur nao me faltam.

:smokin

cabete
11-17-2002, 06:23 PM
Caro Arakawa,
O Callega te respondeu praticamente tudo. Eu estou procurando aprender as coisas pelo lado pr?tico antes de montar a parafern?lia tecnol?gica pois o conhecimento ningu?m nos tira. Se tiver um bel?ssimo term?metro digital e fizer tudo com ?le o dia que pifar ou faltar energia vou ficar perdido. A tecnologia ? importante mas antes dela acho que temos que dominar os conhecimentos antigos de t?mpera/revenimento pela c?r, im? e outros truques.
Quanto aos pir?metros existem in?meras marcas e mod?los com imensas varia??es de pre?os e recursos dos equipamentos. Tem que analisar bem o que voc? vai querer do equipamento e depois partir para or?ar.

Ferrari
11-18-2002, 06:48 PM
Concordo com o Vilar. Acho q no in?cio o forno de casa serve muito (mas muito mesmo!!) bem. Tenho feito ?timas t?mperas em minhas facas e atualmente n?o troco por forno nenhum. Inclusive sou da opini?o de q fornos el?tricos com um controle r?gido de temperatura s?o excelentes para a?os de ligas complexas, como o 440C, ATS 34, enfim. Para os nossos 5160 e 1095 t? b?o demais o forno da v?ia. Esse neg?cio de term?metro, pir?metro, infra-vermelho... Tudo caro se d? pra fazer no z?io mesmo.

callega
11-19-2002, 04:51 AM
Concordo plenamente.. Mesmo tendo varios destes equipamentos na mao, prefiro temperar na forja a carvao.. Assim, posso endurecer as partes que eu quero; o fio,por exemplo; sem endurecer o que nao quero. Acredito que esta seja a maior vantagem da forja a carvao, calor localizado.
:smokin

ikoma
11-20-2002, 06:25 AM
Oi
Realmente alguns tipos de a?o exigem um forno mais preciso para se obter uma tempera adequada, esse ? o caso dos a?os com que eu trabalho. Temperatura de tempera acima de 1000 graus, duplo ou triplo revinimento de 2 horas, as vezes com tempertura acima de 500 graus, longo tempo de enxarque(tempo durante o qual o a?o deve permanecer na temperatura de tempera) o que exige atmosfera protetora para evitar descarboneta??o, s?o algumas das raz?es que me levaram a fazer um forno eletrico digital, por?m para temperas de a?os mais simples, um velho forno de cozinha funciona bem, e custa bem mais barato,um forno el?trico como o meu pode fazer temperas seletivas m?s d? muito trabalho, e n?o vai ser necessariamente melhor do que uma boa tempera feita na forja ou no ma?arico, al?m do mais dificilmente a gente acha um forno ideal pro nosso servi?o e se acha, vai custar o olho da cara. por isso s? recomendo fornos de alta precis?o se voc? for trabalhar com a?os de alta liga, nesse caso eles s?o impressind?veis.

Josu?H.M.Araujo
11-20-2002, 04:58 PM
Na minhas peregrina??es para aprender a forjar e demais tecnicas tambem costatei a versatilidade da forja a carv?o e o fato de poder manter num ponto s? o calor , podemos fazer varias formas de aquecimento , tempera e revenimento com ela.
No xerox que passei para o Ricardo Vilar tinha uma forma de revenir ou dar tempera localisada atravez se um bloca de metal previamente aquecido na . O dorso da faca era posto sobre o bloco encandecente, ocalor passava para a faca por condu??o.
Pelo que li era para aliviar as ten??es da tempera.
Uma forma de revenir????
Ou oque??:confused:

Ferrari
11-20-2002, 06:55 PM
Caro Josu?, este m?todo de revenir com um bloco de metal ? muito utilizado, particularmente pelos velhos ferreiros. Eu fa?o o revenimento de talhadeiras desta maneira. Mas espalhando a brasa da forja se consegue o mesmo efeito.

J? utilizei, e ainda utilizo a forja ? carv?o, mas reconhe?o que ? g?s ? mais limpo e f?cil, al?m de n?o ficar todo "encarvoado" ap?s uma damasqueada. Al?m disso a forja ? carv?o n?o perdoa erros, se o pe?o bobear perde a faca.

callega
11-21-2002, 04:28 AM
? bem por a?. Eu ja perdi algumas laminas na forja a carvao.. tanto temperando como forjando.
A forja a g?s tem mais calor e mantem uma temperatura mais uniforme. A froja a carvao tem menos calor, mas atinge varias temperaturas, dependendo da distancia da entrada de ar..
Tenho feito algumas temperas seletivas na forja a carvao.
Argola, revenir na forja ouy no bico de solda, tenho duvidas da funcionalidade. o revenimento nao ? pra aliviar tensoes da tempera? Acho que na chama, a temperatura nao fica uniforme no interior da lamina.. A temperatura fic amaior na casca e menor no interior da lamina. Para ser unifomremente distribuido, deve-se manter um certo tempo na temperatura de revenimento, uniformizando a temperatura em toda secao da mesma.
logicamente, o ferro aquecido quebra o galho, na falta do forno.
Esta opiniao ? minha, e nao necessariamente correta.:smokin

ikoma
11-22-2002, 04:33 PM
Oi

Callega, voc? tem raz?o em parte, mesmo o Fisk que tempera na forja ou no ma?arico recomenda o revenimento no forno. mesmo que seja um forninho de cozinha, pois o tempo ? parte importante no processo de revenimento, o longo tempo permite que as tens?es do a?o sejam aliviadas de maneira eficiente e uniforme, j? o revenimento na forja ou no ma?arico n?o tem o mesmo efeito, por?m tamb?m aliviam as tens?es do a?o e ? melhor do que deixar o a?o sem revenimento, ? muito dif?cil controlar a temperatura do revenimento no ma?arico ou na forja, por isso processos como o descrito pelo Josu? e pelo Ferrari ajudam bastante ao se fazer um revenimento sem a utiliza??o de um forno, a temperatura ? transmitida mais lenta e uniformemente, e o controle da cor do a?o fica mais f?cil.
Eu particularmente prefiro usar o forno sempre que poss?vel para garantir um resultado mais uniforme, lembre-se que metodos como o do bloco de ferro era da ?poca em que forno era s? pra assar p?o.:D

Josu?H.M.Araujo
11-22-2002, 08:35 PM
Espero ter escrito certo.
Nessa apostila tem um detalhe curioso sobre a zona de queima. sendo que temos uma area de queima que descarboneta a lamina e outra que carboneta, ou seja uma area oxida outra reduz. Dai que ? possivel adicionar carbono ao metal ou descarboneta- lo .
O titulo la come?o da minha r?plica ? o do topico da apostila ou artigo.
No momento vou ter que mandar fazer uma 8 copias para os meus amigos de forum e de forja.
Acho legal resgatar tambem as manhas dicas e solu?oes de antigos ferreiros e ferramenteiros. O Callega , Ferrari, Cabete e D'Bem tem posto aqui muitas coisas que fazem parte de gera??es de ferreiros e forjadores.
Eu n?o sabia que isso ? uma coisa que pega e vicia, mas ? um bom vicio.
Esses dias em uma conversa com minha Av? ( 89 Anos ) eu vim a descobrir que o pai dela Sr. Cleto Fantazinni forjava mil coisas, ela me contou da forja da bigorna e da oficina mecanica e fabriqueta em Lavras Minas Gerais. Mineiro e Italiano. P?o de queijo com vinho...
Pode???
E o outro bizo mexia e agitava com o couro . Plem, Plem, Plem, Martelo no a?o .
Ferrari . Ta chegando a Hora........
gostaria de j? estar mais adiantado nessas artes.
Mas como diz a minha av? . Piano , Piano....
Callega de uma m?ozinha com o italiano....
He,He,Heeee!!!!!??

Vida marvada !!!!!

rsfjr
11-23-2002, 02:27 PM
Defenderei as forjas ? cav?o at? a MORTE!:eek:

callega
11-29-2002, 08:29 AM
Concordo plenamente com o Ikoma, alias, foi o que eu queria dizer..
Adoro minha forja a carvao, mas o nono Munhol, que forja lamina alguams molas pra mim, usa o forno a oleo diesel pra aquecer secoes grandes de aco. Ele tem mais de 45 anos de forja.
Agora, o fato de ter varias zonas (calma gurizada) de aquecimento ? a maior vantagem do carvao. faco temepras seletivas na forja, aproveitando o calor concentrado dela. na forja a gas nao seria possivel.
Agora, vai aquecer uma barra de meia polegada na forja a carvao..
cada uma tem suas vantagens..
:smokin

Andreotti
12-10-2002, 10:59 AM
CAROS COLEGAS.

Ap?s muitas tentativas, inclusive com a primeira faca, que julgava pronta, vez que desbastada, temperada, lixada, polida e encabada, mas que, dobrou a ponta como manteiga, quando a tentei prender em uma t?bua de carne, :D , efetuei mais duas.
Desta feita com mola de fusca, novo desbaste, t?mpera, revenimento, polimento, s? faltando o encabamento.
Parece que acertei, coloco o fio das l?minas em um bloco de lat?o e des?o a marreta, entra uns 02 mm, e nada de entortar.
Ser? que deu certo?
Espero que sim.
Abra?os.
Alessandro Andreotti

Andreotti
12-10-2002, 11:06 AM
Lendo e relendo diversas vezes estes t?pico, tenho que me lembrar de agradecer a todos pelas dicas, deixando de nomin?-los um a um, para n?o cometer uma indelicadeza.
Mas nesta releitura, quando do mergulho da l?mina no ?leo, para a t?mpera, vi que o Ferrari recomenda que se deixe a l?mina esfriar totalmente no ?leo, enquanto o Vilar, fala em deix?-la por alguns minutos.
Isto ? uma quest?o de t?cnica, ou depende do tipo de a?o ou tamanho da l?mina a ser temperada, ou ainda, ? uma quest?o de gosto pessoal.
Relembro aqui, que minha t?mpera ( j? estou me achando expert. rs) ? feita com base no ima e no ?leo hidr?ulico.
Abra?os a todos.

Alessandro Andreotti

cabete
12-10-2002, 12:21 PM
? Alessandro,
Esta d?vida assola nossas cabe?as de principiantes e ?s vezes dos cuteleiros velhinhos tamb?m!
Acho que o primeiro teste tem que ser o teste da lima.
O Gen?sio deu a dica de levar para testar nos SENAI de cada cidade pois eles medem a dureza e emitem um laudo o que pode inclusive ser repassado ao cliente se for um profissional. N?o em todas as l?minas mas em uma amostragem.
Acho que este ? uma das poucas desvantagens da produ??o artesanal para a industrial. Devido a pequena escala e portanto um pequeno volume de grana circulando fica dif?cil ter um dur?metro na oficina ? menos que o cara seja um tremendo sortudo e encotre um dando s?pa em algum ferro velho que n?o sabe do que se trata, coisa praticamente imposs?vel.
No mais acho que d? para se "sentir" a dureza durante a afia??o e bolando alguns testes de uso da l?mina.
Quanto a deixar a l?mina esfriar completamente ou n?o creio que se a tirarmos muito quente para deixarmos esfriar ao ar livre poderemos estar induzindo um "pr?-revenimento", sei que este t?rmo n?o existe mas estou tentando explicar o que pode ocorrer se tirarmos a l?mina ainda ? 300 graus ou mais.
Alguns usam no 5160 terminar o resfriamento em ?gua. J? v? casos em que o cara usa ?leo sobre ?gua assim esfria na camada superior em ?leo e depois afunda a pe?a e passa ? fase ?gua.
Acho que tudo isto ? bem complexo de ser comentado sem uma bateria de testes com posterior medi??o das durezas resultantes, um trabalho mais cient?fico. Como algu?m chegou ? conclus?o que um complexo a?o de alta liga deva ser temperado e revenido da forma complexa como s?o? S? realizando experi?ncias cient?ficas s?rias.
N?o se aporrinhe com estas coisas por enquanto, o importante ? que j? est? acertando sua t?mpera. Vamos agora tentar umas t?mperas seletivas? Estas ser?o minhas novas etapas de testes em a?o 5160. O bom ? que se n?o der certo a gente recoze e tempera novamente!

Josu?H.M.Araujo
12-10-2002, 05:14 PM
E' isso mesmo tem que testar. Aforma mais simles ? usa uma lima
se comer o a?o da area que ser? o fio ou corte n?o est? boa a tempera. Se a lima "gritar" apenas, n?o comer o a?o ai sim.
Se ao se passar a lima no dorso da lamina essa comer o a?o mas no corte n?o comer ou n?o limar ai voc? foi realmente sortudo.A faca temperou onde intere?a e mateve a massa de amortecimento de impacto. Ou seja a tempera ficou como uma seletiva.

callega
12-11-2002, 04:24 AM
Existe um tipo de tempera que ?e interompida em certa temperatura, se nao me engano ? martempera. Nao sei das vantagens. Qto a tempera interrompida servir como revenimento, acho pouco provavel, mas um bom revenimento tem por funcao aliviar as tensoes criadas durante a tempera.
Na forja, uma das coisas que mais errei foi na distribuicao da temperatura. Observando o Sfreddo, reparei que ele retirava a peca da forja e esperava a temepratura se distribuir pela lamina. Tentei e gostei. Acho que o ideal ? nao deixar a lamina parada no fogo. Costumo movimenta-la pra frente e pra tras sobre o fogo. Outra importante, usar o im? em toda a superficie de corte.
Eu costumo colocar a faca de ponta, no oleo. fica ai ate parar de sair fumaca.
Meu reservatorio ? um extintor de incendio antigo, cheio de oleo de motor queimado e ?leo diesel, numa proporcao de 2 pra 1. Tem funcionado.
Ontem testei uma faca na frente do "criente". Afiei, cortei papel, cortei um arame de aluminio, depois fui pro toco de madeira e cortei varios pedacos de fio de cobre, cano de cobre, piquei uns pedacos de guajuvira e retornei a cortar papel. Passando a unha sobre o fio, nao se sentia qqer dente. Acho que ? mais que suficiente, em termos de fio. Depois disso, o cliente ficou encazntado. Logicamente, fiz o teste sozinho, antes de mostrar pra ele. Senao fica chato, chegar la e mostrar pro cara um pusta dente no meio do fio.
Costumo passar uma lima no fio apos a tempera, pra ver se ficou como queria. uso uma lima pra platinado. Encontra-se facilmente. ? chatinha e nao muito agressiva. :smokin

Andreotti
02-25-2003, 06:22 PM
Pessoal,
estive hoje em um ferro-velho, e o dono tinha l? para vender, algumas talhadeiras feitas na forja, utilizando-se do a?o de uma barra usada em amortecedores.
Pergunto.
este instrumento serve para servi?os pesados, e sua t?mpera ? realizada de maneira igual ?s das facas? H? o posterior revenimento, ou deixa-se super-duro para cortar melhor?
Abra?os a todos.
Alessandro Andreotti

R.Vilar
02-26-2003, 07:51 AM
Ol? Delpsi

J? a algum tempo vem aprarecendo no mercado este tipo de ferramenta feita de haste de amortecedores. Normalmente s?o usadas p/ servi?os pesados. Como ? feita a t?mpera desta ferramenta n?o d? p/ te dizer, pois depende de quem produz.
Elas deveriam seguir as regras b?sicas de t?mpera,ou seja:
Aquecimento -choqhe t?rmico em ?leo ou outro meio - revenimento, que deve ser feito em todas as pe?as temperadas.
Este ? o processo b?sico que deveria ser usado.
J? fizemos facas deste tipo de material, mas por nunca ter certeza de tipo de material ? n?o usamos mais estes materiais reciclados, as vezes depois de forjar uma faca com esta haste ela n?o temperava por ter um teor de cabono muito baixo.
Ou seja n?o ? um mateiral padr?o usado por todas os fabricantes de amortecedores, alguns temperam outros n?o, mas para treino de forja acho interessante tentar, j? que ? barato ou de gra?a.
N?o sei te respondi?
Abra?os

Andreotti
04-11-2003, 02:07 AM
PESSOAL, TENHAM PACI?NCIA.

acontece o seguinte, j? consegui temperar e revenir e acabar uma faca. UMA, e olha que a coisa est? andando h? meses.

E ocorre sempre o seguinte, desbasto em lixa grana 80, at? uma forma pr?xima do ideal do fio, para acabar depois.
Mando ver na forja, no ?leo e tal, utilizando-me do conceito da temperatura n?o-magn?tica.
S? que quando vou limpar a carepa, aquilo n?o sai, incrustra na l?mina como se fosse um desenho de damasco.
Acho, eu, que ? por causa dos riscos profundos demais da lixa 80, e teria que antes de temperar, passar a l?mina pela 220.
? isso?

Abra?os a todos.
Alessandro Andreotti

PS, Vilar, obrigado pela dica quanto ao material do amortecedor.

cabete
04-11-2003, 10:11 AM
Caro Alessandro,
Usualmente levamos o polimento at? a 220 antes da t?mpera. Outro ponto ? o ?leo, parece-me que o hidr?ulico ? melhor que ?leo de motor. Tenho usado o ?leo hidr?ulico e n?o forma esta carepa dura. E, creio eu, que a temperatura tamb?m ? cr?tica, n?o deixe passar do ponto pois uma sobre temperatura ? ruim e destroi inclusive o trabalho de refinamento da forja.

Fazed? di faca
12-12-2010, 12:14 PM
Um pequeno alerta....
Cuidado com os ?leos para transformador mais antigos, muitos deles contem PCB que ? altamente cancerigeno...
Falando em "cancro", nao ? demais falar que as poeiras oriundas dos lixamentos sao perigosas...
Tenho alguns exemplos na familia... A mae do Ivo Tramontina, Elisa Tramontina (fundadora da tramontina), morreu de cancer no pulmao, provavelmente oriundo do p? do polimento dos cabos de chifre.
Toda particula solida aspirada, tende a se depositar no pulmao. Como o pulmao ? uma esponja que trabalha epsnadindo e comprimindo, a particula acaba ferindo as paredes internas.. O ferimento ? repetido em toda inspiracao.. Com isto, costuma se desenvolver o famigerado cancer...

Saudacoes do povo mais macho do Brasil...
:rolleyes:

Jean H Calleagri
Bento Goncalves RS

kkkkkkkkkkkkkkkkk

Olha, aqui por "cima" a gente tem um povo macho e um povo f?mea tamb?m....

E isso ? trilegal tch?, t????o bom.....

kkkk

:101Perdoe-me a brincadeira, mas eu n?o podia perder a piada.

Um abra?o,

:DEduardo :D